Perguntas frequentes

Quais são os sintomas de COVID-19?


A doença manifesta-se predominantemente por sintomas respiratórios, nomeadamente:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Dificuldade respiratória.
No entanto, também podem existir outros sintomas, como:
  • Odinofagia (dor de garganta);
  • Congestão e corrimento nasal;
  • Dores musculares generalizadas;
  • Fadiga não habitual;
  • Perda transitória do paladar ou olfato;
  • Diarreia;
  • Náuseas e vómitos
  • Dor de cabeça;
  • Dor no peito.

    Uma pessoa infetada pode não apresentar sinais ou sintomas (assintomática).
Fonte: Burke RM, Killerby ME, Newton S, et al. Symptom Profiles of a Convenience Sample of Patients with COVID-19 — United States, January–April 2020. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2020;69:904–908




Como se transmite a COVID-19 e quais as principais medidas para a prevenir?


O vírus transmite-se principalmente através de:

  • Contacto direto: disseminação de gotículas respiratórias, produzidas quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, que podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz ou olhos de pessoas que estão próximas;
  • Contacto indireto: contacto das mãos com uma superfície ou objeto contaminado com SARS-CoV-2 e, em seguida, com a boca, nariz ou olhos;
  • Acumulação de aerossóis contaminados em espaços fechados (sugerido por alguns estudos).
É fundamental adotar medidas que minimizam o risco destas formas de transmissão, das quais se destacam:
  • Distanciamento entre pessoas;
  • Higiene pessoal, nomeadamente a lavagem das mãos e etiqueta respiratória;
  • Equipamentos de proteção individual (por exemplo máscaras);
  • Higiene ambiental, como a limpeza, desinfeção e ventilação adequada dos espaços;
  • Automonitorização de sintomas (pessoas com sintomas sugestivos de COVID-19 não se deslocam para a escola).
Adaptado de: DGS. Referencial Escolas Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar. 2020.




O que faz a escola quando um aluno tem febre ou outro sintomas suspeito de COVID-19?


A febre é um sinal que faz parte da definição de caso suspeito de COVID-19. Como tal, ao identificar-se um aluno com temperatural corporal ≥ 38ºC ou outro sintoma suspeito de COVID-19, devem ser realizados os procedimentos referidos no Plano de Contingência do estabelecimento de educação e de ensino, de acordo com as orientações da DGS.

Importa considerar que a febre é um sinal inespecífico, que faz parte do quadro clínico de outras doenças. Durante o período de inverno, é comum crianças e jovens apresentarem quadros respiratórios decorrentes de outras doenças.

Adaptado de: DGS. Referencial Escolas Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar. 2020.




Quando se deve realizar teste ao SARS-CoV2 nas escolas?


O teste molecular para a deteção de SARS-CoV-2, é prescrito pelo Médico que avalie a criança ou pela Autoridade de Saúde a todos os casos suspeitos e aos contactos de alto risco (Orientação da DGS 015/2020 de 24/04/2020).

Deve ser prescrito após a deteção e identificação de um caso suspeito e realizado o mais rapidamente possível.

Apenas após a identificação de um resultado positivo poderão ser testados os contactos de alto risco desse caso.

Adaptado de: DGS. Referencial Escolas Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar. 2020.




A área de isolamento pode ser partilhada por mais do que um caso suspeito?


A área de isolamento não deve ser utilizada por mais do que um caso suspeito em simultâneo, a não ser que sejam coabitantes. Na eventualidade de serem identificados vários casos suspeitos em simultâneo, deve recorrer-se a outras salas que não estejam a ser utilizadas para isolamento dos restantes casos suspeitos, cumprindo os mesmos procedimentos dos aplicados à área de isolamento.

Fonte: DGS. Referencial Escolas Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar. 2020.




As crianças correm risco de contrair COVID-19 e transmitir a outras pessoas?


Apenas uma pequena parte dos casos reportados na Europa são em crianças (< 5%), mas apesar disso estas parecem ser tão suscetíveis quanto os adultos a contrair COVID-19.

Quando uma criança é diagnosticada com COVID-19, é muito menos provável que venha a desenvolver quadros clínicos graves, em comparação com um adulto, sendo mais provável que a infeção seja leve ou assintomática (sem sintomas).

Quando uma criança está sintomática pode infetar outras pessoas da mesma forma que um adulto. No entanto, não se sabe quão infeciosas são crianças assintomáticas.

Apesar de muito poucos surtos de COVID-19 em escolas estarem documentados, eles podem ocorrer e podem ser difíceis de detetar devido à ausência de sintomas nas crianças, pelo que o distanciamento e medidas de higiene são fundamentais.

Fonte: European Centre for Disease Prevention and Control. COVID-19 in children and the role of school settings in COVID-19 transmission. 2020;(August):31.




As crianças com problemas de saúde (asma, diabetes) devem voltar à escola?


Sabe-se que as pessoas com doenças crónicas ou imunossuprimidas podem ter manifestações de COVID-19 mais graves. As evidências atuais sugerem que o risco de doença grave em menores é, no geral, inferior ao risco em adultos. Contudo, podem ser consideradas precauções adicionais para minimizar o risco de infeção nestes grupos.

Para tal é essencial que a pessoa seja avaliada pelo médico assistente, que deverá considerar o seu estado de saúde e determinar quais os cuidados que deve ter.

Fonte: DGS. Referencial Escolas Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar. 2020.




Quem deve utilizar máscara nas escolas?


Em todos espaços dos estabelecimentos de educação ou ensino, em todos os momentos e em cumprimento da legislação em vigor, devem utilizar máscara:

  • Pessoal docente;
  • Pessoal não docente;
  • Alunos a partir do 2.º ciclo do ensino básico;
  • Encarregados de educação;
  • Fornecedores e outros elementos externos.

As exceções previstas ao uso de máscara são:

  • Para alimentação, devido à sua impraticabilidade;
  • Durante a prática de atividade física em que ocorre esforço físico;
  • Atestado Médico de Incapacidade Multiusos ou declaração médica que ateste condição clínica incapacitante para a sua utilização.
Fonte: DGS. Referencial Escolas Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar. 2020.